Mais saúde – Veja como cuidar da ‘Desidratação’ nos idosos

A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.
Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos.
Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.

Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.

Por esse motivo, aqui estão dois alertas:
1. O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno. Por líquido entenda-se água, chás, água de coco, melancia, sucos, melão, abacaxi, tangerina, gelatina, laranja, leite, sopas… O importante é, a cada duas horas, ingerir um copo ou uma xícara com líquido. Lembrem-se bem disso!
2. O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico”.

Brasil, um país de idosos

A taxa de idosos (pessoas com idade igual ou acima a 60 anos, a chamada terceira idade) tem tido um aumento gradativo na população. No Brasil havia cerca de 10 milhões em 1990; esse quantitativo deve chegar a 34 milhões em 2025.

Todavia, o que é pouco discutido sobre o envelhecimento, é que a sociedade e o poder público precisam priorizar e estar preparados para fazer frente a esta realidade, pois é o ciclo da vida, e todos estão inseridos nele, não há escapatória. É certo que ao chegar na terceira idade as capacidades físicas e mentais não serão as mesmas, o que pode abalar autoestima e muitas vezes provocar o isolamento e o afastamento do convívio social.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, quase metade dos idosos do país (48,9%) sofre de mais de uma doença crônica. E uma das mais graves é a depressão, queixa de 9,2%. Esse quantitativo só aumenta quando os idosos então internados em asilos ou hospitais. A causa da doença pode estar relacionada a fatores biológicos, sociais, e psicológicos.

Portanto, sintomas de isolamento, falta de interesse em participar de atividades do dia a dia, tristeza duradoura, acompanhada de desânimo, apatia, não dormir bem, não ter apetite e entre outros, não devem ser negligenciados.

É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

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