Veja como elaborar a alimentação do idoso, as necessidades nutricionais mudam com a idade.

Existem muitas recomendações do que é uma alimentação saudável, mas o básico é comer de forma diversificada e colorida. O que quer dizer isso? A alimentação do idoso deve conter uma variedade de alimentos e de todos os grupos nutricionais que inclui frutas, legumes e vegetais, grãos integrais, leites e derivados desnatados ou com baixo teor de gordura, carnes magras, aves, peixes, feijão, ovos, sementes. Além disso, a alimentação do idoso deve comer alimentos com um baixo teor de gorduras saturadas e gorduras trans, pouco sal e pouco açúcar.

Importante lembrar que a alimentação do idoso não é só fonte de nutrientes e calorias, mas é fonte de prazer, de convivência e de experiências. Assim as refeições devem ser prazerosas, agradáveis, seguras. Ajudar a preparar uma boa refeição é também uma forma de expressar cuidado, carinho e aconchego.

Fomos criados desde pequenos sabendo que a hora de comer é especial. Com a idade isso pode ser mantido. Se seu familiar já não prepara mais as refeições (no caso das mulheres) ou nunca as preparou (boa parte dos homens) é importante envolvê-los na escolha do cardápio. Preferências na alimentação se devem a histórias de vida, a cultura da família, e a lembranças. Isso ajuda a manter a motivação para fazer das refeições um momento agradável e de socialização.

Cérebro de idosos é mais lento por excesso de informação, diz pesquisa

Uma nova pesquisa baseada em testes de computador sugere que o cérebro dos idosos é mais lento por causa do excesso de informação acumulado ao longo dos anos.

O estudo, divulgado na publicação científica Journal of Topics in Cognitive Science, contradiz a opinião de parte da comunidade médica para quem as conexões cerebrais são prejudicadas com o avanço da idade.

Para os cientistas, o cérebro dos mais velhos funciona como se fosse um “disco rígido de computador” que, repleto de dados, demora mais tempo para acessar suas informações.

Segundo eles, essa lentidão não está associada a um declínio do processo cognitivo.

“O cérebro humano funciona mais devagar com a idade”, afirmou Michael Ramscar, responsável pelo estudo, “mas somente porque nós acumulamos mais informação com o passar do tempo”.

“Os cérebros das pessoas mais velhas não ficam mais fracos. Pelo contrário, eles simplesmente sabem mais”, acrescentou.

Testes de computador

Para comprovar a tese, a equipe liderada por Ramscar, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, programou um computador para ler uma certa quantidade de dados por dia, bem como aprender novas palavras e comandos.

Quando os pesquisadores instruíram o computador a “processar” uma grande quantidade de dados, sua performance nos testes cognitivos se assemelhou a de um adulto.

Mas à medida que o computador foi exposto a novas palavras e comandos, sua performance se assemelhou a de um homem mais velho.

Os cientistas concluíram, então, que a maior lentidão da máquina não estava associada a uma eventual redução de sua capacidade de processamento. Na verdade, a “experiência” acumulada – ou seja, a necessidade de aprender novos comandos e ler novas palavras – acabou por ampliar o banco de dados do computador, o que lhe obrigou a processar mais dados, o que, consequentemente, demandava mais tempo.

Teste cognitivo

O estudo fornece uma série de explicações sobre por que, à luz de todas as informações adicionais que o cérebro precisa processar, os cérebros dos mais velhos são mais lentos e mais “esquecidos” do que os cérebros mais jovens.

Para os cientistas responsáveis pela pesquisa, alguns testes cognitivos que são usados para analisar a capacidade mental favorecem erradamente pessoas mais jovens.

Eles citam um conhecido teste de cognição, por exemplo, que requer dos envolvidos lembrar-se de um par de palavras não relacionadas, como “gravata” e “biscoito”.

Estudos realizados anteriormente mostram que os jovens têm melhor desempenho nesse teste, mas cientistas acreditam que os mais velhos apresentam dificuldades em lembrar-se de pares de palavras não relacionados – como “gravata” e “biscoito” – porque eles aprenderam que essas palavras não estão associadas.

Para o professor Harald Baayen, que lidera o grupo de pesquisa Alexander von Humboldt Quantitative Linguistics, onde a pesquisa foi feita, “o fato de que os mais velhos acham difícil memorizar pares de palavras não relacionados do que jovens adultos demonstram simplesmente que os mais velhos têm um melhor entendimento da linguagem”.

“Eles têm de fazer mais esforço para aprender pares de palavras não associados porque, diferentemente dos mais jovens, eles sabem muito mais sobre os critérios de associação entre palavras”.

Segundo os cientistas envolvidos na pesquisa, isso explica, por exemplo, por que pessoas mais velhas têm maior dificuldade de lembrar os nomes das pessoas.

 

Organize a rotina de medicamentos na terceira idade

– Se os membros da terceira idade de sua família fazem uso de poucos remédios para o tratamento e o controle de doenças, ter uma rotina de medicamentos bem estabelecida evita sérios problemas que a alta dosagem ou o esquecimento podem acarretar na saúde da terceira idade.

* Veja algumas dicas da Arte e Cuidar para organizar a rotina de medicamentos

– Faça uso do remédio conforme a prescrição médica

É muito importante que a pessoa siga corretamente as instruções médicas na hora de utilizar os medicamentos. Não se deve pular e nem acumular doses e, muito menos, suspender o uso sem a orientação médica, mesmo se a pessoa apresente sinais de melhora.

A automedicação é outro fator que pode ser muito perigoso, principalmente em casos em que ele já faz uso de outros remédios. Por isso é importante passar sempre pela avaliação do médico para que ele oriente quanto a melhor combinação a ser feita. Se ele indicou um medicamento específico, é preciso verificar com ele se é possível adquirir um remédio similar ou genérico.

– Mantenha a lista dos medicamentos em locais visíveis

Uma boa rotina de medicamentos deve conter a lista de todos os remédios em locais visíveis da casa. Deve-se anotar:

Também considere entregar uma cópia dessa lista a outros membros de confiança da família para que possam lhe ajudar em caso de emergência, de perda da lista ou de ausência.

Outra dica interessante é pensar na melhor forma de organizar os medicamentos. Algumas pessoas utilizam códigos como “manhã”, “tarde” e “noite”, por exemplo, para facilitar o acesso. Caso tenha dúvida, peça auxílio do médico para lhe ajudar nessa organização.

– Fique ciente das interações medicamentosas e dos efeitos adversos

É muito importante conhecer cada efeito que os medicamentos podem produzir e o que a pessoa pode ou não consumir ou fazer durante o uso.

Por exemplo: ele pode consumir bebida alcoólica? Pode dirigir? Pode realizar atividades físicas de intensidade alta? Leia a bula atentamente e também pergunte todos os detalhes ao médico. Também esteja ciente dos efeitos colaterais que podem surgir e como agir nesses casos.

Outra dica importante é não utilizar a internet ou informações de terceiros para esclarecer esse tipo de dúvida. Por isso, não saia do consultório sem respostas.

– Atualize as prescrições com o médico

Essa dica é muito importante para manter a saúde e a segurança da pessoa mais velha em dia. No tratamento e controle de determinadas doenças, vez ou outra será necessário aumentar ou diminuir a dose de alguns medicamentos para não comprometer a saúde da pessoa.

Por isso é muito importante que ele se consulte periodicamente para que o médico avalie e atualize o atual estado do paciente, certificando-se que todos os medicamentos estão na dosagem certa. Alguns deles, inclusive, podem deixar de ser tomados por um tempo, de acordo com o quadro do paciente.

– Utilize o alarme do celular para lembrar os horários dos medicamentos

Para os adeptos da tecnologia, uma forma bem simples para não esquecer os horários certos de cada remédio é programando o alarme dos celulares. Neles é possível digitar o nome de cada um a ser tomado, facilitando ainda mais a organização da rotina dos medicamentos. Afinal, nem sempre eles são tomados em horários convencionais, sendo que em muitos casos será preciso despertar nas madrugadas para dar o medicamento.

Tendo cuidado e seguindo corretamente todas as dicas, rapidamente a rotina de medicamentos se tornará um hábito já incluso no dia a dia, contribuindo para a saúde, o bem-estar e a tranquilidade de toda a família.

Exercícios físicos fortalecem os músculos

Arte e Cuidar destaca que um idoso forte ou fraco depende muito mais do uso dos músculos ao longo da vida do que do próprio envelhecer. Subir e descer escadas, levantar da cama e caminhar sozinho são atividades diárias que não podem ser proibidas pela família, mesmo que a pessoa tenha pouca força nos braços e pernas. Atividades assim ajudam na capacidade cardíaca e respiratória, na manutenção da força e da massa óssea, além de diminuir os riscos de AVC e de mortalidade por doenças crônicas.

Segundo a Arte e Cuidar, Incluir na rotina exercícios físicos, sejam eles em academias, aulas de Pilates e ioga, ou qualquer outra atividade que o idoso goste, melhora os benefícios para a saúde. Os de resistência, que usam o peso do próprio corpo ou mesmo halteres, são ainda mais indicados pelos especialistas, pois a melhora da força é significativa. Isso não deixa de lado os exercícios aeróbicos, como caminhadas e corridas, que atuam na capacidade cardiorrespiratória, especialmente entre os hipertensos e diabéticos.

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